TRANSPARÊNCIA SALARIAL · Eduardo Castro Marques · 23 de março de 2026
A transposição da Diretiva europeia da Transparência Salarial vai acelerar uma tendência mais ampla: políticas salariais mais claras, consistentes e justas. As empresas que se prepararem desde já ganham vantagem — eis quatro passos essenciais:
1. Compreender as funções: mapear o trabalho realmente desempenhado em cada posição, com base em critérios objetivos como responsabilidades, esforço, competências e autonomia — os títulos de função nem sempre correspondem ao trabalho real.
2. Levantar a remuneração: analisar a compensação total de cada função, incluindo retribuição base, componentes variáveis, prémios e subsídios, para identificar padrões e assimetrias.
3. Rever os critérios: garantir que as decisões salariais assentam em fatores objetivos, consistentes, documentados e neutros em termos de género. Diferenças salariais não são, por si só, ilegais — o risco está em deixá-las por justificar.
4. Formar lideranças e equipas de RH: assegurar que quem decide, avalia e comunica a remuneração compreende o enquadramento legal e o aplica de forma consistente.
A transparência salarial testa a maturidade organizacional — e quem se antecipar ganhará vantagem na atração e retenção de talento.